IN THE END, ONLY KINDNESS MATTERS
Quem me conhece bem sabe que esta música é a minha preferida desde que a descobri, há uns 15 anos atrás.
Lembro-me bem: quando me deram este CD o meu leitor estava a arranjar e não o podia ouvir. Antes de aprender a cantá-la, decorei a letra, que quem conhece sabe que não é simples, mas fiquei tão fascinada e aquelas palavras faziam tanto sentido para mim, que acho que a aprendi rapidamente. E a partir daí, este foi o meu CD preferido, substituindo anos de Ace of Base (com BSB sempre pelo meio, mas sinceramente mais devido ao meu amor incondicional pelo Brian) e fazendo-me embrenhar-me, ainda mais, na música e na vontade de escrever algo com sentido, com profundidade e amor.
O meu amor por esta música fez-me cantá-la num concurso de karaoke, normalmente competições de alcance vocal dos agudos, em que gritar parece ser a chave do sucesso. Não me importei. Sabia que não ia ganhar mas a alegria imensa que sentia quando cantava esta música ultrapassava tudo isso. Eliminatória após eliminatória, fui passando ao nível seguinte. Ficava feliz, por momentos acreditava que tinha talento para ganhar, mas a competição era feroz (e mais barulhenta que eu). Qual não foi o meu espanto quando começaram a anunciar o terceiro e segundo lugar e eu não estava lá. Pensei que não ia ficar em nenhum dos lugares mas quando anunciaram o vencedor...era eu...Não consigo descrever-vos a emoção que senti, até chorei, porque toda a gente me dizia que aquilo não era música para ganhar...Fiquei feliz por alguém ter visto o significado imenso que eu dava a esta música e à sua letra e o quanto ela significava para mim. Feliz por alguém ter escolhido a minha voz...Foi um primeiro momento crucial, que depois me levou a cantar mais e melhor, que me despertou para o meu real valor.
IN THE END ONLY KINDNESS MATTERS
E parece que importa mesmo.
E as nossas mãos, apesar de pequenas, podem mudar, pelo menos, o nosso mundo.


