terça-feira, 7 de agosto de 2012
Noite
É engraçado quando me ponho a pensar em todas as coisas que ficaram para trás quando me despedi da minha adolescência e da menina que não queria crescer. Uma das coisas mais marcantes de que me lembro tem a ver com a noite e com os tempos antes de entrar para a Universidade, quando trazia o Toy à rua e me podia perder sob o manto da noite. Lembro-me que assim que descia as escadas, os meus pensamentos começavam a divagar e perdia-me em mundos de novas músicas, de expectativas, de mundos imaginados que eu conseguia passar para palavras. Normalmente, com muita pena minha, estas pérolas do subconsciente, fluindo sem dificuldade, perdiam-se depois porque não conseguia lembrar-me de tudo aquilo. E só consegui ter um gravador bastante mais tarde, apesar de de ter sido algo por que suspirei toda a minha adolescência. Podia dizer que aquela noite, para mim, era reconfortante. E até anos depois de ter saído de casa, voltar àquela noite trazia-me de volta a pessoa que eu era e os mundos que existiam dentro de mim. Infelizmente o Toy já morreu, a minha infância e adolescência também, atrevo-me a dizer que até a pessoa que eu era morreu. E é com pena que digo que a noite não me tem trazido música nem grandes esperanças no futuro. Faço figas para que possa voltar a encontrar-me e a encontrar a minha luz, que me guie sempre em todas as noites e que dê um pouco mais de luz a este mundo.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Marienplatz
O momento em que eu e a Joana saímos do metro em Marienplatz foi o momento em que me apaixonei por Munique. Posso dizer, com bastante certeza, que a Joana pensou o mesmo. O lusco-fusco daquela hora da manhã, a majestade daqueles edifícios, as cores, os bonecos do relógio, a expectativa de uma vida completamente nova e entusiasmante.
Posso dizer que foi um daqueles momentos no tempo em que tudo pára e o que ficou para trás já não existe, apenas aquele segundo em que ficamos encantados e nos rendemos a uma força maior.
Marienplatz nunca mais viria a ser apenas um lugar: Marienplatz era o símbolo para toda a nossa vida durante aquele ano. Cores, cheiros, sabores, amêndoas caramelizadas, fruta com chocolate, o cego que toca, a moça que dança, a voz que me encanta de longe, que quase me faz chorar, a beleza das pequenas coisas. Marienplatz era o local de passagem. De Marienplatz a karlsplatz são uns 5 minutos de caminho. O caminho para o trabalho, o caminho para casa, o caminho para uma independência muito conquistada, o orgulho de ter conseguido.
Posso dizer que foi um daqueles momentos no tempo em que tudo pára e o que ficou para trás já não existe, apenas aquele segundo em que ficamos encantados e nos rendemos a uma força maior.
Marienplatz nunca mais viria a ser apenas um lugar: Marienplatz era o símbolo para toda a nossa vida durante aquele ano. Cores, cheiros, sabores, amêndoas caramelizadas, fruta com chocolate, o cego que toca, a moça que dança, a voz que me encanta de longe, que quase me faz chorar, a beleza das pequenas coisas. Marienplatz era o local de passagem. De Marienplatz a karlsplatz são uns 5 minutos de caminho. O caminho para o trabalho, o caminho para casa, o caminho para uma independência muito conquistada, o orgulho de ter conseguido.
Dias e Memórias
Não conseguia dormir e lembrei-me de uma conversa com uma amiga, onde pensávamos escrever sobre viagens. Na verdade, ainda mais interessante seria escrever sobre a grande viagem que é a vida, feita de dias e memórias, de lugares e pessoas e expectativas.
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