sexta-feira, 20 de junho de 2014

IN THE END, ONLY KINDNESS MATTERS

IN THE END, ONLY KINDNESS MATTERS
 
 
 
 
 
Quem me conhece bem sabe que esta música é a minha preferida desde que a descobri, há uns 15 anos atrás. 
 Lembro-me bem: quando me deram este CD o meu leitor estava a arranjar e não o podia ouvir. Antes de aprender a cantá-la, decorei a letra,  que quem conhece sabe que não é simples, mas fiquei tão fascinada e aquelas palavras faziam tanto sentido para mim, que acho que a aprendi rapidamente. E a partir daí, este foi o meu CD preferido, substituindo anos de Ace of Base (com BSB sempre pelo meio, mas sinceramente mais devido ao meu amor incondicional pelo Brian) e fazendo-me embrenhar-me, ainda mais, na música e na vontade de escrever algo com sentido, com profundidade e amor.
O meu amor por esta música fez-me cantá-la num concurso de karaoke, normalmente competições de alcance vocal dos agudos, em que gritar parece ser a chave do sucesso. Não me importei. Sabia que não ia ganhar mas a alegria imensa que sentia quando cantava esta música ultrapassava tudo isso. Eliminatória após eliminatória, fui passando ao nível seguinte. Ficava feliz, por momentos acreditava que tinha talento para ganhar, mas a competição era feroz (e mais barulhenta que eu). Qual não foi o meu espanto quando começaram a anunciar o terceiro e segundo lugar e eu não estava lá. Pensei que não ia ficar em nenhum dos lugares mas quando anunciaram o vencedor...era eu...Não consigo descrever-vos a emoção que senti, até chorei, porque toda a gente me dizia que aquilo não era música para ganhar...Fiquei feliz por alguém ter visto o significado imenso que eu dava a esta música e à sua letra e o quanto ela significava para mim. Feliz por alguém ter escolhido a minha voz...Foi um primeiro momento crucial, que depois me levou a cantar mais e melhor, que me despertou para o meu real valor.
IN THE END ONLY KINDNESS MATTERS
E parece que importa mesmo.
E as nossas mãos, apesar de pequenas, podem mudar, pelo menos, o nosso mundo.
 
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Renascer

Depois de tanto tempo sem conseguir parar para olhar para dentro de mim, neste último ano tenho conseguido voltar a redescobrir-me, voltar a interessar-me pelas coisas que me fazem feliz. Cheguei a um ponto de dizer: "estou mesmo diferente, mais feliz". E a resposta que obtive de quem me conhece mais do que isso foi: "voltaste a ser quem tu és".
Isto não aconteceu por acaso.
Durante dois anos tive um trabalho que considerava destrutivo, não tinha tempo para mim nem para os meus, e ao fim-de-semana, quando podia ir visitar a família ou fazer algo diferente, estava sempre a trabalhar. Sei que há quem trabalhe assim e viva a sua vida normalmente, mas eu sinceramente não estava a conseguir. Depois, mudei de trabalho e voltei a ter tempo para viver. Nesses tempos, visitámos mais a família, saímos mais com amigos, vivemos mais a vida juntos.
Infelizmente, quando a nossa vida estava a estabilizar e tínhamos tempo para aproveitar, tivemos um golpe que debilitou a nossa família, pois perdemos uma pessoa importante, sem aviso, de uma forma brutal. No meio do infortúnio, fico agradecida pelo facto de ter  podido estar presente para apoiar as pessoas nestes tempos turbulentos.  É importante reter que, por mais que a nossa vida mude, que vá de encontro áquilo que queríamos para nós, vai sempre haver momentos de tristeza absoluta e não os podemos contornar.
Ainda estou a aprender a equilibrar o ser que sou com este mundo caótico, ainda estou a aprender a não desistir dos meus dons, mas sei que, seja por que caminhos a vida me leve, vou saber voltar sempre a quem sou.